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domingo, 3 de junho de 2012

O amor aos olhos da sabedoria.

Ao meu ver, um homem arrastado pelas suas paixões perde toda a capacidade de raciocinar, assim, passa a ser encarado como um ébrio, um demente. Fraco aquele que se deixa levar por amores e relacionamentos, possíveis ou impossíveis, os quais o levam à loucura. Hoje em dia a ficção e suas mentiras nos deixam confiantes e iludidos de que as paixões ideais, como nelas descritas, sejam possíveis, e isso é um crime contra a inteligência. Ora. Quem nunca se apaixonou desesperadamente a ponto de ser infeliz ao não poder satisfazer o vício do pensamento na pessoa amada? Nem eu poderia sequer falar que eu tive a sorte nunca sentir isso. O amor daquele que se ilude em uma paixão platônica só o deixa mais fraco, apreensível e inútil na sociedade em que vive, como um rato depressivo e choramingão, uma ovelha impotente e sem ação, um peso morto que só está vivo na teoria, mas que, por dentro, é estéril, vazio, cadavérico. Se não tivermos a consciência de que não vale a pena se apaixonar perdidamente por alguém, e que viver uma vida por outra pessoa que não seja o próprio eu é o maior dos erros, então seremos condenados ao fracasso e à completa infelicidade. Não vale à pena arriscar, pois é incrível ver como até o amor dito o mais intenso, o mais verdadeiro de todos, ainda assim desaparece rapidamente com o tempo se não lhe for dado atenção. Talvez não tão rápido em alguns casos, mas some, basta que desejemos e percebamos o quanto esse sentimento é enfraquecedor e descartável. Senhores, o amor que descrevem é apenas uma ilusão, como disseram, é uma forma de tornar os sofrimentos mais suportáveis, é, portanto, um entorpecente. O que é um entorpecente além de algo que se usa para fugir da realidade? Quem foge da realidade é porque é fraco demais para viver nela, por isso, se esconde dela, escapa de suas garras duras, essa é a característica do fraco, ele não suporta o mundo como é e precisa de um entorpecente para tornar sua existência menos angustiante, o entorpecente é uma ilusão, uma mentira à qual se prende para não cair de joelhos e desistir. Pode ser religião, pode ser o excesso de trabalho, uma ideologia estúpida, uma ficção, ou até mesmo o amor dito verdadeiro, mesmo se correspondido por ambos os lados, ele não deixa de ser uma forma de escapismo, pois é usado pelo fraco para disfarçar a suas outras frustrações. O forte, ao contrário, encara a realidade como ela realmente é, sem entorpecentes, sem ilusões, sem ídolos, esses ídolos do amor e do idealismo, o forte os destroça com o martelo da verdade, e na verdade vive, sentindo tudo como deve se sentir, usufruindo dos prazeres mais naturais que se pode sentir, e pisando em todos os obstáculos que fariam o fraco sofrer, mas que para esse indivíduo superior, não passam de degraus fáceis para se subir. E mesmo que não seja fácil subir, ainda assim subirá, com esforço e sem hesitar, sem uma única cogitação de fuga ou escapismo.

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