Arius
Filho de uma prostituta e de um cafetão descendente do clã Drachen chamado Varg Drachen, pai violento que nem mesmo conhecia a herança mental dos Drachen, o garoto tinha como herança genética os cabelos brancos e olhos cinzentos desde a infância, que todo Drachen tinha, mas Varg só pensava em sexo e dinheiro. Perdeu a mãe aos 2 anos, assassinada pelo pai, nasceu em Ferrópolis, em uma época em que a telecinesia já era matéria obrigatória nas escolas, ele era o mais genial dos alunos de sua escola, com 6 anos conseguia levitar cadeiras e com 9 já era muito mais habilidoso que todos os professores do continente. Seu pai era bastante desagradável, mas não era cruel com o filho, mas apenas porque o garoto nunca cometia erros e era um praticamente perfeito. O pequeno podia até ser um filho exemplar, mas ele odiava o pai, Arius não suportava o fato de seu pai ser um cafetão que nem mesmo sabia telecinesia e ainda o usava como garçom noturno no bordel, o considerava indigno e planejava matá-lo algum dia, mas ele o odiava principalmente pelo fato dele ter matado sua mãe, ele nunca o contou, mas o garoto já sabia ler mentes desde os 7 anos. Arius era extremamente arrogante, na escola, ele humilhava seus colegas e fazia com que muitos sofressem bullying por não serem gênios como ele, transformava a vidas de vários colegas em verdadeiros infernos só por ser superior, as garotas o veneravam, e ele acreditava ser destinado a ser o maior e mais importante ser humano na história.
Um dia, teve um torneio para mostrar o mais habilidoso TK mirim da cidade, mas quando foi sua vez de mostrar sua telecinesia, algo estranho ocorreu. Todos diziam seu nome, como fãs tolos, o garoto sentiu uma violenta dor de cabeça e viu cenas sem sentido surgirem diante de seus olhos, desmaiou e teve pesadelos bizarros. Quando acordou, percebeu que todos os presentes haviam morrido, teve que fugir para não ser culpado, se tornou um fugitivo, mas antes passou em casa.
As verdadeiras habilidades de Arius haviam sido liberadas ao pronunciarem seu nome, as pessoas criavam uma conexão psíquica com ele permitindo, que o garoto de cabelos brancos entrasse e destruísse a mente delas, mas ele não sabia controlar seu poder, só sabia que tinha descoberto coisas que não teria como saber.
- Estão todos mortos. O que eu fiz? Agora a polícia vai vim atrás de mim, não tem como simplesmente aparecer do nada e falar que todos os presentes menos eu morreram. – Arius pensava enquanto corria para sua casa e via aquelas imagens estranhas na sua mente.
- Pai, aconteceu algo terrível! – Ele entrou desesperado, mas já tinha um plano.
- O que é, Arius? – Resmungou o seu pai, com uma prostituta no colo, um excelente exemplo de decência para o filho.
- Eu matei sem querer todos as pessoas que estavam lá na escola.
- Arius se isso não for verdade vou te dar uma surra por falar idiotices, mas se for verdade vaza daqui e não volta mais. – O pai de Arius não aceitaria um primeiro erro, ele não gostava do filho e só o mantinha pra fazê-lo trabalhar no bordel. Varg disse o nome do filho, Arius sentiu uma sensação parecida com a que sentiu no concurso de telecinesia onde matara dezenas, só que mais leve, então ele entendeu o que ele poderia fazer, e como. Logo estava dentro da mente do pai.
- O que é isso Arius? – Gritou Varg, preso dentro da própria mente, controlada pelo garoto.
- Eu não sei muito bem, mas eu irei saber. - Arius fez alguma coisa, tudo escureceu cobrindo a mente do pai dele, logo, os dois voltaram ao mundo real, o pai estava bem, mas o garoto estava sem mente, já que Arius havia destruído a mente do pai, e tomado seu corpo. O corpo do menino caiu sem vida.
Arius começou a rir feliz, confuso e alegre com a morte do odiado pai e a situação “engraçada” em que se encontrava, mas logo ele parou, a prostituta estava amedrontada, vestia suas roupas para tentar fugir, pensava que Varg tinha matado o filho com o pensamento.
- Espere, cadela. - As pupilas negras de Arius, no corpo do pai, encolheram e ficaram cinzas, os pensamentos confusos dele começaram a se ordenar, era como se todo o conhecimento que ele obteve durante a vida passasse por ele de maneira clara e compreensível, seus sentimentos que já é eram poucos desapareceram como uma gota no mar, esses sentimentos foram sumindo até ele não sentir mais nada além de um incrível prazer sádico, ainda maior que o de antes. O pensamento lhe revelara toda a verdade sobre a mente humana e sobre a própria mente dele.
- Sim, senhor Varg. – A prostituta respondeu prontamente.
- Eu quero um serviço completo agora. – Arius foi até a prostituta, que o “atendeu”, dando-lhe prazer por duas longas horas, foi a primeira vez que ele fez aquilo, ele gostou, mas não foi tão bom quanto seu pai dizia que era.
No final, enquanto a prostituta se vestia, ele explodiu a cabeça dela com uma mão de energia concentrada feita por telecinesia, ele voltou a rir como um louco, os pensamentos estranhos o mostravam que as únicas coisas que valiam a pena na vida eram os prazeres, alimentar o ego e obter poder e conhecimento, com isso, Arius decidiu que queria ser mais do que um humano poderoso, queria ser um deus onipotente e impiedoso, ser adorado por toda a humanidade, confirmando sua arrogância doentia de infância.
- Ora então é isso que eu posso fazer? Parece que eles têm que pronunciar meu adorável nome para isso, ótimo papai, você sempre foi tão chato e eu ainda tinha que trabalhar tanto como um mero garçom de puteiro. Novos tempos virão, só não sei para onde eu vou agora, já que não quero ser um cafetão idiota. - Arius ria muito, saindo do bordel e andando pela rua, no corpo do pai, mas logo ele voltou, mudou de idéia quanto a não querer ser um cafetão idiota. 1 ano depois, Arius estava em um esconderijo subterrâneo onde se escondiam os rebeldes que detestavam o governo de Ferrópolis, ainda no corpo do pai, ele conseguiu uma vaga como “revolucionário”. Antes dele ir pra esse esconderijo, ele viveu como cafetão no bordel do falecido pai, bastou botar fogo no seu corpo original, para evitar problemas coma justiça. Mesmo odiando aquela vida, ele a usou para conhecer melhor seus poderes, em segurança, já que aquele bordel era o local mais seguro para um homem como “Varg Drachen”. Alguns policiais foram lá, tentar entender o que acontecera com Arius Drachen, na escola onde todos morreram, mas “Varg” conseguiu provar que Arius havia fugido e morrido em algum lugar, apesar de ter usado um pouco de persuasão pra isso, persuasão baseada em lavagem cerebral à base de invasão mental.
- Arius, se você quiser continuar vivendo aqui, preciso que você traga mais comida, o bastante para uma semana. - Dizia o irritante líder dos rebeldes, rebeldes sem causa, já que o governo de Henrique era muito justo, o líder se chamava Hugo.
- Ora Hugo, eu sempre trago a maldita comida! - Arius saiu em busca de comida. O garoto em corpo de homem andava na rua vestido com lençóis sobre o corpo, deixando apenas as mãos, parte do rosto e os pés descobertos. Neste dia, ele andou na cidade calmamente e se dirigiu até um conjunto de barracas de comida.
- Merda, você de novo! - Gritou uma mulher que vendia bananas.
- Não vai roubar minha carne seca novamente, ladrão duma figa! - Gritou um vendedor de carne.
- Ah se acalmem, é só me entregarem tudo que eu não faço nada contra vocês. – Arius respondeu tranquilamente enquanto olhava para os vendedores furiosos.
- Daremos um jeito em você! - Um vendedor de peixes gritou, pegando um taco e correndo para cima de Arius, ele tentou acertar ao meliante diagonalmente, o “garoto” deslizou desviou, pegou o peixeiro pelo braço, pisou no corpo dele e quebrou seu braço e algumas costelas, fazendo o homem cair inconsciente, pois já era velho e não aguentava tanta dor.
- Vamos pegá-lo! -A vendedora de bananas estava furiosa, pois já era a terceira vez que Arius roubava as barracas, se levantou junto com os outros 10 vendedores, correndo para cima de Arius, todos juntos, cada um segurando os mais diversos objetos: facões, peixes, ossos e varas, antes de o alcançarem, o homem de cabelo branco retirou um cano de debaixo do lençol, ao invés de atacar os seus oponentes, ele passou direto por eles, fazendo uma espécie de salto com vara. Então correu para as barracas, passou a mão em 5 peixes, uma peça de carne, dez bananas, oito tomates, cinco maçãs, e duas mandiocas, pôs tudo rapidamente em um saco debaixo de seus lençóis,voou para o teto de uma casa com telecinesia e saiu pulando de teto em teto, as vitimas do roubo tentaram ir atrás. A telecinesia de Arius o ajudava a carregar os alimentos e correr.
- Volta aqui, seu filho duma roquifuça! – Eles gritavam, mas apareceu um monte de pivetes para roubar o que sobrou nas barracas, então eles tiveram que ir atrás deles, na realidade, Arius estava controlando a mente de todos os pivetes. Logo depois, ele estava no esconderijo com a comida.
- Pronto Hugo, aí está o que eu consegui pegar com este saquinho. - Ele pôs os alimentos em cima da mesa, era o quinto dia dele naquele esconderijo.
- Ora Arius, isso não dá para uma semana, da próxima vez se não trouxer mais do que isso, eu vou mandar você de novo! – Hugo era muito mal-educado.
- Chega Hugo, estou cheio de suas malditas ordens, se não acha o bastante o que eu trouxe, então vá você pegar a maldita comida! – Arius gritou, muito irritado, mostrando o dedo médio enquanto gritava.
- Como ousa gritar comigo, Arius seu idiota, vou te expulsar daqui e você vai ter que comer o que as pessoas deixarem cair no chão, agora saia da minha frente! - Hugo ficou nervoso. Ele sentiu algo estranho e quando percebeu estava preso dentro da própria mente com o homem de cabelo branco.
- Arius o que você fez?
- Hugo, você já me maltratou o bastante, mas agora vai ser o contrário, adeus, seu preguiçoso arrogante. – Ele falava feliz enquanto fios de aço cheios de espinhos saiam do chão e enrolavam o corpo de Hugo, o esmagando e logo destruindo sua mente. Quando ele voltou ao mundo real, lá estava Hugo de pé com os olhos brancos e sem movimento, então ele deu um peteleco nele, fazendo-o cai.
- Quando os outros voltarem, matarei eles também. – O prodígio foi preparar sua refeição.
- Chegamos! – Disse um grupo de pessoas, os outros membros do grupo rebelde, Jade, Geni, Godofredo, Luigi e Lauro, uma hora após o assassinato do líder deles. Eles pararam com o tom animado quando encontraram o corpo de Hugo assado sobre a mesa de jantar, todo espetado com garfos, com uma maçã na boca e Arius sentado atrás comendo pedaços do corpo do homem, que ele havia assado.
- O que é isso? – Jade deixou o coelho morto que ela estava segurando cair.
- É o jantar. – Ele comia um pedaço da perna do ex-chefe.
- Arius, saia daqui agora, você não está com sua mente funcionando corretamente! - Gritou Luigi, o mais pacífico do grupo, tentando tirá-lo de lá sem um combate.
- Nunca funcionou tão bem . - Arius se levantou, a porta bateu com um vento e se trancou sozinha, enquanto as facas que estavam em volta do corpo de Hugoru começaram a voar em volta de Arius. O grupo desistiu de conversar e começou a tentar destrancar e arrombar a porta, para fugir, mas antes que conseguissem as facas foram lançadas, mas como eram apenas quatro facas, só atingiram as cabeças de Geni, Godofredo, Luigi e Lauro, que ficaram como quadros pendurados na porta.
- Por favor. Arius, me diga o que nós fizemos para você? – Jade, desesperada, caiu de joelhos, chorando.
- Jade, você é a escolhida para acolher minha alma. – Ele disse, já dentro da mente de Jade.
- Que lugar é esse? Por favor, me diga! – Jade era a irmã mais velha de Hugo, só estava no grupo de rebeldes sem causa para protegê-lo, mas agora era tarde. Ela foi coberta por dezenas fios de ferro.
- O que é isso? – Ela tremia.
Havia molotovs em volta dos fios,
- Não. – Ela gemeu.
- Finalmente um corpo novo. – Arius riu.
As chamas atingiram o interior das garrafas.
- Arius? – Foi a última palavra que a pobre adolescente disse, as garrafas explodiram, destruindo todo o corpo (mente) de Jade. Logo depois, Arius voltou para o mundo real, já no corpo dela.
- Ah, o corpo da Jade era lindo, será ótimo usá-lo para que não reconheçam o velho ladrão de verduras, isso me faz lembrar da primeira vez que troquei de corpo, o meu corpo original foi encontrado e o Arius que causou problemas na escola de telecinesia foi dado como morto. Quando troco de corpo, absorvo as habilidades e informações do hospedeiro, mas perco as habilidades anteriores exceto as minhas originais, embora preserve as informações. - Arius saiu andando para fora do esconderijo, ele tinha um plano extremamente ganancioso em sua mente. Podia fazer pouco tempo que ele tinha tomado controle de seus poderes, mas ele agia como se os usasse desde bebê, totalmente familiarizado. Ele não era canibal, mas estava comendo o ex-líder por pura diversão, levando em conta o seu sadismo doentio, ele acharia hilário quando entrassem na sala e encontrassem aquela horrenda cena.
- Ei moço, tem namorada? – “Jade” perguntou para um rapaz que passava na rua.
- Não, mas se você quiser pode ser a minha. - O rapaz respondeu asanhadamente, já que a mulher era linda. Arius tinha levado uma das facas de cozinha com ele, ele a tirou do bolso da calça e
enfiou-a no coração do rapaz, no meio da rua, para que todos vissem. O coitado caiu no chão agonizando de dor.
- Uma assassina, chamem os militares. - Uma mulher que viu o crime gritou, todos no local saíram correndo com medo da psicopata, em Ferrópolis, criminosos de alto nível(assassinato pra cima) eram condenados à morte pelo próprio general, por causa disso, ninguém jamais cometia crimes do tipo, quando Arius roubava vegetais ele só não era pego pois o general só entrava em ação em casos mais graves. Logo, um mensageiro já havia chegado para comunicar o todo poderoso general Henrique.
- Senhor, ocorreu um assassinato na rua 3 agora mesmo, a criminosa nem tentou se esconder, ela é extremamente perigosa.
- Então eu devo ir matá-la, minha cidade não pode ter assassinos. – Henrique ficou furioso com a notícia. O general pulou pela janela, a cidade de Ferrópolis era toda feita de vigas de ferro, ao pular pela janela, Henrique atraiu uma forte força magnética para ele. Fez uma viga ficar debaixo dele e a usou como uma espécie de prancha voadora sustentada pela poderosíssima telecinesia magnética que sua família desenvolvia há anos.
Logo ele estava na rua onde a assassina também estava, junto com vários corpos espalhados no chão, Henrique saltou da viga caindo em pé a lançou ela contra Arius, com uma enorme força.
- Não esperava que uma mulher pudesse fazer isso. - Henrique ficou impressionado com o fato da viga não ter atingido Arius, que foi desviada e acertou bem longe da criminosa.
- Tudo isso só por que não me acertou? Fique tranqüilo. Logo, logo você estará morto como sua doce filha Nani. - Arius sorria, lia os pensamentos e navegava nas memórias de Henrique, ele podia ser um pré-adolescente, mas era mais inteligente que a maioria das pessoas de 40, na verdade, que todas elas.
- O que você disse? Como você sabe disso? – Henrique começou a gritar, atraindo as vigas de uma casa inteira para em volta dele, fazendo-as rodarem como um escudo gigante e depois atirando todas na forma de uma violenta chuva de vigas. As pessoas que moravam na casa desfeita ficaram sem teto, mas sabiam que quando Henrique acabasse de matar sua oponente, ele reconstruíria a casa.
Arius teria sido despedaçado, mas ele realmente não era uma pessoa comum, seguro as vigas com uma força telecinética poderosa o bastante para segurar o poder de controle do ferro do Henrique.
- Meu nome é Arius, e esse corpo não é meu, mas normalmente mato antes que idiotas como você pronunciem meu nome, ele não é pra perdedores.
- Então morra, Arius! – Henrique gritou para contrariar as falsas palavras de seu inimigo, que havia citado o nome de sua falecida filha, o deixando irado. Henrique se esforçou mais e conseguiu apertar Arius entres as vigas, quase o bastante para matá-lo, mas logo:
- Bem vindo ao meu mundo. - Ele cobriu Henrique dentro da própria mente do general, usando cipós cheios de espinhos.
- Invadindo minha mente, não sei como alguém pode fazer isso, mas não te darei o controle da situação. – Um homem de mente forte como o general não teria a mente destruída tão facilmente. Surgiram várias espadas gigantes que o libertaram dos cipós e foram em direção de Arius, que foi protegido por uma barreira de ossos extremamente resistentes.
- Você é tão poderoso que pode se defender até quando está no meu mundo, mas não pode ser o bastante. - Arius empurrou a barreira com toda sua força contra Henrique para esmagá-lo. O general se esforçou muito, mas não conseguiu segurar o contra-ataque, sendo totalmente esmagado pelos ossos.
- É aliviador dizer que você é meu. - Arius falou, dando um suspiro de cansaço, aparentemente a raiva que Henrique sentia o atrapalhava. A barreira de ossos foi quebrada por Henrique que saiu de trás com o rosto esmagado e irreconhecível, mas ainda vivo.
- É apenas questão de tempo. – Ele tinha certeza de que venceria, mas antes que ele fizesse qualquer coisa, vários bolas de canhão saíram da boca de Henrique em direção a ele. O assassino fez
aparecer uma grande rede de borracha, que ricocheteou as bolas ,e com a cara esmagada Henrique não podia ver nada, sendo finalmente, destruído por duas das bolas.
- A mente dele já era, agora o corpo é meu. Arius voltou ao mundo real, quando abriu os olhos se viu no corpo de Henrique, caído no chão, rodeado de cidadãos da cidade, o corpo de Jade já havia sido destruído pelos homens e mulheres que ali estavam.
- Senhor, você está bem, conseguimos matar a mulher para o senhor para que não tivesse trabalho. - Um homem ajudou o telepata em seu novo corpo a se levantar.
- Meu povo, agora que a malfeitora está morta, peço para fazer uma declaração pública. Meu povo, chamem suas famílias e amigos para este local, para que todos os habitantes dessa cidade possam ouvir o que eu falarei.
- Senhor é algo tão importante? – O mesmo homem que havia ajudado Arius perguntou.
- Sim é, todos devem estar aqui em no máximo uma hora.
Todas as pessoas presentes, foram em busca de mais pessoas para se reunirem para ouvir Henrique Ruschi, todos confiavam no general. Enquanto os ingênuos habitantes de Ferrópolis procuravam levar todos para o local onde Arius faria algo que aquela cidade nunca iria esquecer, ele fez uma das vigas de ferro suspendê-lo até o topo de uma casa, após ter encarnado no corpo de Henrique, ele absorveu as habilidades, conhecimentos e memórias do mesmo, mas sem perder as próprias. Arius ficou testando a telecinesia magnética de Henrique, ele podia transformar a energia de movimento em campos magnéticos com muita facilidade, e também criar polaridades em objetos metálicos e no ar, o que permitia lançar ferros gigantes com facilidade através de repulsão magnética. Ele tinha estranhado o fato de ter conseguido destruir a mente de Henrique tão facilmente, mas agora percebia que Henrique só era extremamente poderoso por causa do seu corpo, os Ruschi costumavam ter corpos mais evoluídos, que auxiliavam na telecinese magnética, como se fosse uma mutação.
- Maravilhoso, simplesmente sublime. - Pensava, movendo moedas que ele levava no bolso, sem tocá-las. Em minutos, as pessoas começaram a chegar, e em 57 minutos, as ruas já estavam lotadas e sem espaço de tanta gente na rua.
- Bem meu povo, agora que estão todos reunidos eu farei a declaração do século, isso mudará a vida de todos para melhor, mas antes, quero que repitam comigo um juramento de fidelidade a esta cidade.
- Sim senhor. - O povo respondeu em coro, diante do líder de toda a nação.
- Repitam comigo, pela sabedoria de Hiroshi, pelo poder de Napoleão.
O povo repetiu.
- Por Kinesis, por Arius.
O povo continuou repetindo, mesmo sem ninguém da multidão fazer idéia de quem era Arius ou Kinesis, mas se o senhor deles estava falando eles, com certeza acreditariam que eram pessoas importantes. Centenas de pessoas pronunciando o nome de Arius não levou a um resultado muito bom, aconteceu o mesmo que havia acontecido na escola, dias atrás, exatamente como ele havia planejado, ele concentrou-se e entrou na mente de todas as pessoas ao mesmo tempo, ele teve uma visão única de um ângulo infinito
inexplicável com palavras, ele destruiu todas as pessoas mentamelnte ao mesmo tempo, sem nenhum tipo de reação. Quando voltou para o mundo real, ele caiu sem conseguir se mexer, mas consciente, exausto por causa da energia que teve que gastar para invadir tantas mentes, em compensação, havia centenas de corpos em volta dele, coisa com a qual ele estava começando a se acostumar. O fato dele poder matar centenas de pessoas de uma vez poderia ser ótimos para os Tenshikyus, mas acabava sendo péssimo, pois as pessoa que ele matava mentalmente tinham a mente totalmente destruída e absorvida por ele, então não sobrava nem uma raspa para os ceifadores imortais.
"Eu, posso fazer o que quiser, mas não é de graça, toda ação necessita de uma certa quantidade de energia para ser feita, quanto mais fantásticas as atividades, mais fantástica será a quantidade de energia necessária, talvez eu acabe morrendo com isso, eu poderia mudar novamente de corpo, mas de jeito nenhum eu abriria mão deste corpo de general." - Pensou Arius, tentando mover um dedo, mas tudo que ele conseguia era continuar com sua funções vitais como respiração e batimentos do coração.
"Existia uma maneira de obter energia facilmente, mas não consigo me lembrar de jeito nenhum qual era, tenho que me esforçar afinal, caso eu falhe, todo meu esforço será em vão." - Enquanto ele pensava, formigas começavam a subir sem seu corpo, e morderem sua carne, o que ainda atrapalhou na concentração, com dores constantes.
Arius pensou, pensou, já que era a única coisa que ele conseguia, ele acabou se lembrando após quase 40 minutos de concentração, na escola de telecinesia onde ele estudava, ele havia aprendido a absorver a energia alheia através de concentração e pensamentos. Ele pôs a prática em prática, concentrando-se em absorver energia de todos os corpos presentes, que apesar de mortos, ainda continham uma grande quantidade de energia. À medida que drenava a energia, Arius se sentia fortalecido, logo conseguia mover os dedos com algum esforço, após vinte minutos ele conseguia levantar um braço, e com uma hora de drenagem, já podia se levantar. Um Drachen praticando vampirismo psíquico, a última coisa que uma pessoa em sã consciência diria ser possível acontecer, mas aconteceu, e foi isso que impediu a morte do homem.
- Exaustante, isso é para eu aprender a não usar toda minha energia de uma vez, senão terei que ficar 2 horas deitado encima de um teto, com sol e formigas. – Arius se levantou, matando as formigas que estavam dentro de sua roupa. Ele saltou do teto, sobre a pilha dos corpos, passou a procurar dinheiro nas roupas das suas vítimas, sempre se coçando por causa das mordidas das formigas, o sol quente e as formigas fizeram um verdadeiro estrago em sua pele. O novo general não mexeu em todos os corpos, mas em pelo menos 300, a quantidade de mortos era muito grande para que ele checasse todos, mas mesmo assim conseguiu 280000 kimes em dinheiro.
- É muito dinheiro, mas vai ser difícil eu aguentar andar até outra cidade, e com certeza, logo alguém vai perceber que esta cidade tem algo de errado e vão vir atrás de mim. Certamente não é problema, desde que eu esteja com as telecinesia magnética, mas ainda assim, isso não está em meus planos. Ele tinha um único objetivo, durante o período que havia passado no subsolo, planejara várias ações para que pudesse obter acesso a todas as mentes do mundo, tendo conhecimento infinito e controle sobre qualquer pessoa existente. A primeira parte do plano seria matar pessoas o bastante para causar terror a qualquer pessoa que soubesse do acontecimento e em seguida espalhar a notícia, depois ele tomaria todo o continente com caos e terror, não como um falso general, mas como um deus imortal. Mas ele tinha outro motivo adicional para matar uma grande quantidade de pessoas, cada pessoa que ele assassinava mentalmente tinha seus conhecimentos absorvidos, quanto mais pessoas matasse, mais conhecimento teria, e conhecimento é poder, o que poderia levá-lo ao dom divino da onisciência, sem citar que ele era sádico o bastante pra se divertir causando mortes.
- Com certeza não tem ninguém vivo por aqui, talvez eu deva esperar alguém chegar na cidade. – Arius era muito bem humorado. A cidade de Ferrópolis, apesar de ser a capital do continente de Umi, ficava no meio de uma pequena área deserta, sendo de difícil acesso para pessoas de fora. Ele subiu em uma viga e a levou para o alto da cidade, depois foi em direção ao extremo norte do local, não havia ninguém vivo por perto, então foi voando sobre a viga em direção ao norte, desejando encontrar algum local cheio de pessoas.
- Se eu convencer todos que aquele massacre ocorreu por uma causa desconhecida, já conseguirei espalhar um pouco de terror.
Horas depois, chegou em uma cidade grande do continente, rica em comércio e população, a Cidade do Cobre. A cidade se concentrava na metalurgia e nos centros militares, era lá que era feito o melhor treinamento para policial em todo o continente de Umi, e também era um ótimo lugar para se comer miojo.
- Veja, meu filho, o senhor Henrique está vindo para nossa humilde cidade. - Disse uma mãe a seu filho, assistindo de longe a chegada do adorado general. O general com nova mente pousou logo entre as primeiras casas da cidade, em frente à mulher.
- Senhora, a cidade de Ferrópolis teve toda sua população massacrada por uma força desconhecida. – Arius falou para a senhora, como se ela fosse uma autoridade. A mulher ficou sem palavras, enquanto isso, uma pequena multidão se reunia em volta dele, todos pensavam que era o querido governante de todo aquele continente.
- Pessoas, a população da cidade de Ferrópolis foi massacrada por uma força desconhecida, preciso que todos os habitantes desse continente tenham o dobro de cuidado, também declaro que eu irei assumir o controle da delegacia desta cidade.
As pessoas escutaram atentas as palavras do líder, pareciam estar assustadas com as palavras dele, mas não desesperadas.
- Alguém poderia me dizer onde fica a delegacia? – O falso general perguntou para um garoto pobre que andava na rua.
- Eu poderia, mas custará 5 kimes. – O garoto interesseiro respondeu.
- Me leve até lá. – O general tinha pressa.
- Sim senhor. - Disse o garotinho, pegando na mão de Arius e puxando, ele o fez andar por quase 1 hora, chegando na porta da delegacia, aquela cidade era grande.
- Meu pagamento, senhor. – O garoto era esperto e não queria levar calote.
- Aqui está. - Deixou uma moeda sobre a mão do garoto.
- Obrigado senhor. - Disse o garoto, que logo em seguida, saiu correndo.
- Que garoto mal-educado, onde já se viu cobrar para ajudar o homem que faz com que todos vivam bem? - Arius entrou na delegacia, havia quatro militares e três portas na sala principal, uma levava aos
banheiros, outra à sala do delegado e outra às celas dos presos.
- Senhor Henrique, é uma honra te ter aqui, o que lhe trás aqui. - Disse um oficial ao vê-lo.
- Todos os habitantes de Ferrópolis foram mortos por uma força desconhecida, menos eu, agora desejo assumir o comando dessa delegacia onde começarei a investigar o crime.
- A porta do delegado é essa do meio à minha esquerda. – O soldado foi útil para seu general.
- Oh sim, obrigado. – Arius era educado. O general foi até a porta, a abriu e entrou, fazendo o delegado se assustar.
- Senhor Henrique, o que faz aqui? – Estranhou ver o general na sua sala.
- Todos os habitantes de Ferrópolis foram mortos por uma força desconhecida, menos eu, agora desejo assumir o comando dessa delegacia onde começarei a investigar o crime. Qual é seu nome, delegado?
- Então eu estou despedido? Meu nome é Felipe Frujeri.
- Não despedido, mas agora você será o investigador auxiliar e eu o delegado.
- Sim senhor! – Frujeri ficou feliz por continuar com um bom cargo, mas chocado com o massacre.
- Está dispensado por hoje, volte amanhã para começarmos a investigar o caso.
- O senhor poderia me explicar melhor o caso antes?
- Não há muito o que se explicar, eu estava fazendo um discurso para todo o povo e repente todos morreram.
- E sobre o que era o discurso? – Rafael perguntava muito, era natural, ele era delegado e interrogador.
- Sobre a escolha de um delegado para a cidade, que como todos sabem, era controlada por mim, mas não sou delegado, sou general.
- Então vou embora senhor. - O delegado bateu continência e deixou o estabelecimento.
Arius se sentou sobre a cadeira de delegado e começou a escrever em folhas brancas que havia sobre a mesa.
"Hoje descobri que posso invadir dezenas de mentes ao mesmo tempo, mas que quanto mais mentes eu invado mais energia eu gasto, isso poderá me matar caso eu use energia demais e acabe fraco demais até para exercer minhas funções vitais.” Ele escreveu isso, dobrou o papel e guardou no bolso.
O delegado general passou o resto dia exercendo as funções de seu novo cargo, ele atendia as pessoas que iam fazer denúncias e mandava seus subordinados irem atender as ocorrências. Ele se esforçava muito para atender todas, na maioria das vezes, os criminosos eram levados até ele em pouco tempo após as denúncias. Arius tinha que escrever a ficha criminosa do bandido caso não fosse a primeira passagem na prisão e escolhia um número de cela para prendê-lo. O primeiro dia foi assim, ele mandou 2 criminosos para a cela 4, os policiais da cidade eram bastante competentes, por isso tudo ocorria rapidamente. Mas como ele ainda era general, ele também tinha que fazer decisões maiores, os problemas eram comunicados por um aparelho precursor do Telepager, a “máquina de digitar”, parecida com um fax, com essa máquina ele dava diversas ordens sobre o que fazer com revoltas, com que gastar os impostos, e até ordenava que fizessem novas escolas de telecinesia, esses deveres e privilégios de general foram aproveitados por todo o período em que exerceu o cargo, obviamente. À meia-noite, ainda estava na delegacia.
- Soldado, que hora é minha dispensa? – Arius perguntou pra um soldado.
- À meia-noite e meia seu substituto chega pra fazer o turno de madrugada.
- Está certo, qual é o nome do meu substituto?
- O nome dele é Eduardo.
- Ah, então me retirarei agora mesmo, quando ele chegar diga que fui dormir.
- Mas senhor, isso é contra as regras, ainda faltam 5 minutoa.
- Eu sou a autoridade máxima deste continente, não tem risco de acontecer algo em meia hora. - O general se levantou, saiu pela porta e foi embora, ele caminhou pelas ruas vazias da cidade, as únicas luzes ligadas ainda eram as da delegacia e do hospital que ficava logo em frente.
O general pensou:
"Eu não tenho casa, o que estou fazendo procurando uma? Tenho que escolher qualquer e tomar para mim“.
Ele passou pelo hospital em linha reta e virou na primeira esquina à direita, as casas da rua eram bem bonitas, também tinha mercearias e butiques. Havia uma casa bastante diferente das demais nessa rua, grande, toda feita em madeira, com três andares, o primeiro andar era o maior e o tamanho de cada andar diminuía no segundo e mais ainda no terceiro. Tinha grandes telhas de formato triângular na parte superior de cada andar, o que dava um estilo bastante chamativo à casa.
"É muito bonita, espaçosa e certamente confortável, acho que não custaria nada ficar com ela" Pensava enquanto se encaminhava para a porta da casa.
"Toc toc ", esse foi o barulho das batidas de Arius naquela porta.
Ninguém respondeu, ele bateu novamente e nada, então na terceira vez ele bateu com muito mais força: "TOC TOC".
Podia se ouvir o barulho de alguém descendo as escadas, dava pra perceber que era alguém usando chinelo, pois não fazia barulho de sapato batendo na madeira.
Quando a porta se abriu, uma mulher de olhos puxados e de uma certa idade, cabelo com rabo de cavalo para cima e duas mechas de cabelo caindo na frente do rosto presas com fitas surgiu com uma cara péssima.
- O que alguém pode querer à meia noite em um dojô? – Perguntou a mulher esfregando os olhos.
- Oh senhora, eu sou A...Henrique, general do continente Umi, estou sem lugar para ficar nesta cidade e gostaria de me hospedar nesse dojô.
"Um dojô? Talvez eu nem tenha que matar ela "Pensou Arius, após ler a mente da mulher.
- E como saberei se você não é um mendigo se fingindo de general?
Uma moeda voou do bolso de Arius para a cabeça da mulher, que segurou-a com reflexos fantásticos.
- Mendigos não fazer isso. – “Henrique” achava que aquilo era uma boa prova.
- Lançar uma moeda sem tocar, não é tão interessante, se o senhor é mesmo Henrique, puxe aquelas espadas. – A mulher apontou para dentro da casa, onde havia três katanas presas à parede por um suporte de marfim.
- Como a senhora desejar. – Arius concentrou o magnetismo em frente a ele mesmo, isso puxou as espadas que foram voando com as pontas contra a mulher, que segurou as três com as mãos e os dentes.
- Agora acredito que você seja Henrique, sou Júlia Ching. - A mulher deixou as espadas caírem.
- É uma honra, seus reflexos são surpreendentes, também posso entrar?
- Sim, é sempre bom para as alunas que tenha um TK de nível máximo por perto, aqui elas aprendem artes marciais e telecinesia para se tornarem guardiãs telecinéticas, é uma classe de TKs treinadas para combate que protegem uma certa pessoa que paga uma certa quantia semanalmente, seguranças particulares de elite.
- Sim, e eles ainda têm grandes chances de ser tornarem militares com boa patente, por causa dos altos níveis de combate e telecinesia. - Disse Arius, entrando dentro do local e lembrando de seu cargo militar.
- Bem, te levarei a seu quarto, amanhã te apresentarei às alunas, você deve imaginar que está tarde demais para elas estarem acordadas.
- Desculpe. - Ele se desculpou pelo horário, sendo levado até o quarto que ficava no terceiro andar, antes de subir, Júlia fechou, trancou a porta do estabelecimento e colocou as espadas no lugar.
- Mas vamos falar do aluguel. – A mulher tocou no assunto que a interessava.
- Aluguel?
- Não espera ficar aqui de graça, espera?
- Quanto a senhora prentede cobrar?
- Veja, uns 500 kimes por mês são o bastante.
- Não fique muito feliz. – O general colocou o dinheiro nas mãos da anfitriã, contrariado.
- É aí, senhor Henrique, tenha uma boa noite. – A mulher desejou com sinceridade para seu general, guardando o dinheiro e se retirando. Após as palavras de Júlia em frente ao quarto de Arius, ele entrou no quarto e fechou a porta. Era um quarto normal, exceto pelo fato de não ter cama, mas um tatame para que ele se deitasse.
"Que insanidade, esse povo dorme em tapetes? Mas do jeito que estou cansado, até isso serve. "Pensou Arius, se deitando e dormindo em pouco tempo, na verdade ele não se importaria muito, já que dormia no chão frio quando morava com seu pai.
No dia seguinte, o TK acordou com Julia apontando uma espada para seu rosto.
- Acorde, já chamei as alunas para te conhecerem.
- Sim, irei descer imediatamente sem nem mesmo me trocar, aliás, onde estão as alunas?
- Venha comigo. - Disse Júlia saindo do quarto, Arius seguiu a mulher, eles desceram as escadas e entraram pela terceira porta à direita, era uma arena de treino, havia um grande tatame sobre o chão e 15 garotas entre 6 e 14 anos sentadas sobre ele, pareciam estar admiradas em ver Henrique.
- Olá aprendizas, este é Henrique, nosso grande general Henrique escolheu nosso modesto dojô para viver enquanto estiver nessa cidade, ele irá ensinar um pouco da melhor telecinesia do mundo para vocês. – Júlia se sentia privilegiada. As alunas olhavam fixamente para “Henrique”, que começou a falar.
- Bem, como a senhorita Júlia disse, eu sou o general Henrique e estou aqui para lhes ensinar um pouco de telecinese da minha família, se trata de controle sobre as força de repulsão e atração nos materiais metálicos, eu posso mudar suas polaridades transformando minha energia em forças atrativas ou repulsivas, e dependendo do local onde deixo essa força, os metais podem ser lançados ou puxados de lá ou pra lá. – Ele ainda esqueceu de citar que essa telecinese só funcionava com ferro, que era o único metal compatível com o tipo de magnetismo dos Ruschi, felizmente, era o metal mais comum em todo o mundo, usado pra fazer desde moedas até construções.
Uma menina levantou a mão.
- Pode perguntar. – Arius estava disposto a se fazer de general bonzinho.
- O senhor poderia nos mostrar? – A garota desejava muito ver a famosa telecinesia magnética.
- Era exatamente o que eu ia fazer, mas não esperem aprender isso, normalmente a telecinesia magnética necessita de extra-sensitismo de alto nível. A telecinesia magnética do clã Ruschi é facilitada por um gene específico que só nós temos. - Após suas palavras, concentrou sua energia em um ponto perto da garota que havia feito a pergunta, converteu em força magnética e fez com quem todas as espadas nas paredes da sala fossem na direção dela, quando estavam quase acertando-a, ele mudou a polaridade das espadas, fazendo elas serem repelidas e caírem no chão sem tocar em ninguém.
- Incrível, como o senhor faz isso? – A garota ficou impressionada, embora aquilo fosse algo muito simples para um general.
- Eu acabei de explicar, mas vamos aprofundar mais, o local para onde as espadas foram lançadas foi carregado de carga magnética, mas quando as espadas estavam chegando, elas foram carregadas com a carga a mesma carga, fazendo elas serem totalmente repelidas, pois todos sabemos que cargas iguais se repelem.
- Nós, alunas sem talentos fora do comum também podemos fazer isso? – Outra garota perguntou, tinha achado incrível.
"Não posso deixar que alguém além de mim saiba essa telecinesia, mas mesmo com todo esforço do mundo elas não podem conseguir se não foram com um Ruschi, mas não é bom arriscar" Pensou Arius, pensando também em uma maneira de enganar as alunas.
- Certamente não, mas se desejarem, pratiquem com pequenos objetos de ferro.
Arius enrolou as alunas por meia hora e as deixou para que praticassem, inutilmente, telecinese.
"Bem, parece que serei o professor dessas crianças enquanto eu estiver nessa cidade." Continuou pensando enquanto ia em direção à porta do dojô.
- Onde você vai, Henrique? – Júlia viu o general tentar sair sem avisar.
- Vou trabalhar, tenho que ir, agora eu sou delegado dessa cidade e eu já devo estar atrasado.
- São 5:45 da manhã. – A mulher apontou para um relógio de parede.
- Tenho que estar lá às 6, no máximo.
- Bom trabalho então. - Disse Júlia, se retirando para a arena. Arius saiu, fechou a porta e foi direto para a delegacia.
- Bem vindo general. - Um soldado cumprimentou.
- Olá soldado Peixoto, Felipe já chegou? – Ele já sabia o nome do subordinado.
- Ainda não.
- Ok. – O general foi pra sua sala.
Duas horas depois, Felipe entrou na sala de Arius.
- Senhor, iremos começar as investigações hoje? – O ex-delegado bateu continência ao dizer isso.
- Sim.
Durante 2 meses, Arius viveu como se fosse Henrique, todos os dias ele e Felipe ficavam na mesma sala recebendo e anotando queixas de crimes, escolhendo os policiais para cada caso, a cela para cada bandido e resolvendo todos os mistérios policias com facilidade. Felipe se tornou amigo próximo de “Henrique”, os dois trabalhavam perfeitamente juntos e se davam bem, mas as verdadeiras intenções de Arius era se livrar do posto de general para evitar trabalho e se concentrar em atividades mais importantes, para que depois que tivesse resolvido tudo, voltasse como um general verdadeiro, sem ter que fingir ser outra pessoa.
Um dia no fim do segundo mês:
- Felipe, já resolveu o caso do ladrão de armas?
- Sim, senhor Henrique, na cena do último crime dele haviam manchas de tinta azul, o que levava deixava claro que era o dono da tinturaria que fica a um quarteirão do local, foram encontradas várias armas no subsolo da loja dele. Só o caso Das Extremer está sem solução. – Felipe se referia às mortes ocorridas em Ferrópolis, Henrique havia sugerido o nome para o caso. Felipe havia ido a Ferrópolis duas vezes para investigar, mas não conseguiu absolutamente nada. O caso Das Extremer assombrava a mente do ex-delegado, ele não podia entender como uma população inteira poderia morrer de uma única vez, mas uma certeza ele tinha, alguém havia feito aquilo, e o general não estava livre de suspeitas.
- Bem, Felipe, tenho algo mais importante do que o caso do ladrão de armas para lhe falar.
- O que, senhor?
- Você tem sido muito eficiente, eu ando bastante cansado e gostaria que você fosse o novo general desse continente.
- Se-senhor, está falando sério?
- Sim e não haveria por que eu brincar.
- Mas será que sou poderoso o bastante para ser general? O senhor nunca viu minha telecinesia.
- É, realmente, me mostre ela então.
- Sim senhor, mas não seria bom eu fazer isso aqui dentro.
- Então vamos para fora. - Arius se levantou, os dois foram para o meio da rua.
- Mostre agora mesmo. – “Henrique” estava ansioso.
Com as ordens do general, Rafael começou a se concentrar em um ponto pouco na frente dele, controlando a energia e distorcendo o espaço envolvido por ela, a energia girava como um vórtex estranho e liberava ondas que tornavam a percepção de tempo em volta, mais lenta.
- Cooooooomoooo iiiissooo fuuuncioooonaaa? – Perguntou Arius, afetado pelas ondas.
- Minha telecinesia se trata de mudar a realidade, o tempo e o espaço. - Respondeu Felipe, cessando o movimento de energia.
- Não há dúvidas de que você deve ser o novo general deste país, Felipe, te declaro o novo general de Umi. – Arius acabava de perder seu cargo, mas poderia recuperar facilmente, ele tirou a medalha de general de seu peito e colou no de Felipe. Ele usava seu uniforme de general durante todo o dia e colocava uma muda de roupa à noite, antes de dormir, costumava lavar o uniforme, sem acordar os outros do dojô, ele só não havia feito isso durante os dois primeiros dias lá, pois ainda não tinha comprados seu pijama, mas era difícil a roupa ficar fedorenta. Às vezes, também levava livros da biblioteca de sua anfitriã para a delegacia, e os lia nos momentos vagos,
As pessoas que pass.vam ouviram e começaram a se aproximar para ver o novo general.
- Delegado Felipe é o novo general? – Perguntou uma velhinha que estava por perto.
- Sim minha senhora, agora ele é o general Felipe.
- Obrigado senhor. - O novo general agradeceu a Arius, batendo continência.
- Vou embora dessa cidade, general, te desejo sorte. - Virou-se e foi em direção ao dojô.
- Adeus meu senhor! – O novo general estava emocionado com seu cargo.
O ex-general entrou no dojô e foi direto para a sala de Júlia Ching.
- Henrique, o que deseja?
- Vim apenas me despedir, estou indo embora da cidade.
- Até nunca Henrique, certamente seu aluguel fará falta. – Ela era direta, mas não deixou de adicionar um comentário sobre a renda extra que ele trazia. Júlia era velha e viúva, pretendia se casar no ano seguinte, tinha uma filha que estava treinando lá em seu dojô, mas ela não era nada talentosa, e a mulher queria outra, mais habilidosa.
- Até! - Henrique se virou e foi para seu quarto, pegar as mudas de roupa que tinha conseguido, depois foi embora. Arius andou pela cidade, carregando apenas dinheiro e roupas, ele estava andando em direção ao noroeste.
"Quando eu não tinha nenhum caso para trabalhar, dediquei meu tempo à leitura dos livros da biblioteca de Júlia, e descobri sobre a existência de uma telecinese misteriosa chamada procinese, ela foi descoberta há centenas de anos atrás e gerou grande prosperidade a uma cidade, mas quando ela caiu nas mãos erradas, uma grande quantidade de desgraças para o local, causando a ruína total cidade e a morte de todos os seus habitantes, o homem que causou toda essa destruição escreveu tudo que sabia sobre procinese em um livro e o enterrou em algum lugar da cidade. Essa cidade ficava ao noroeste daqui, mas isso nunca foi comprovado, eu irei achar este livro e me tornar mais poderoso." Pensava Arius enquanto caminhava, ele ainda teria dias de caminhada e ia ter muito tempo para pensar sobre a lendária procinese, mas preferiu viajar voando em uma viga de metal controla por telecinese magnética, ao invés de caminhar.
Após muitos meses procurando, ele encontrou a famosa cidade antiga de Chaópolis, eram ruínas isoladas em um vale de pedras na fronteira com Tsuchin, além dos Montes Hirotanos, cadeia de montanhas extremamente geladas e difíceis de atravessar, com vários vilarejos bem organizados em algumas áreas, por onde o general havia passaod. No caminho, ele tinha a mania de fazer lavagem cerebral em pessoas que diziam seu nome verdadeiro, e deixá-las como seus servos locais em cada cidade ou vilarejo.
- Que lugar fascinante, parece que ninguém vem aqui há anos, é uma pena que praticamente ninguém consiga achá-lo. – O general começou a rir, ele estava a um passo de ser o maior TK do mundo, isso se ele já não fosse, era incrível que ele tivesse encontrado aquele lugar extremamente isolado e difícil de se achar, mas ele achou, sem nem mesmo saber como.
Arius entrou nas ruínas, as antigas construções de lama endurecida haviam todas se tornado grandes amontoados de pedras quebradas, ele começou a procurar entre as pedras por qualquer vestígio das lendárias escrituras sobre procinese, ele achou após 8 horas de procura, a cidade não era grande apesar de tudo e Arius tinha uma capacidade incrível para achar coisas, dom de nascença.
- Absorvendo energia das pedras enquanto procuro eu fico menos cansado, mas mesmo assim, isso foi extremamente exaustivo, mas não importa já que agora estou com o livro mais importante de todos os tempos.
Começou a ler o livro ali mesmo, era de autoria de um homem chamado Eric Lionel, dizia sobre como controlar o futuro, o presente, a sorte e o destino com energia. As coisas escritas naquele livro iam contra qualquer idéia que Arius tivesse aprendido anteriormente, com os ensinamentos dele, ele poderia controlar qualquer coisa ou pessoa, além disso, o livro falava da maneira miserável como o autor destruiu a cidade e contava a história do general Kinesis. Quando terminou de ler, Arius colocou o livro dentro de sua roupa.
- Esse Eric era bem esperto, destruir uma cidade, escrevendo acontecimentos aleatórios que poderiam gerar problemas maiores e até mesmo uma grande guerra, eu deveria tentar fazer algo parecido. – Ele falou sozinho, após ler o livro inteiro.
Viajou de volta, mas ao invés de ir para a Cidade do Cobre foi para Cidade do Mercúrio, mais ao norte. Ele se hospedou em uma pensão e passou a trabalhar na polícia da cidade onde fazia um ótimo trabalho como detetive chefe, recebendo também um belo salário. Arius começou a pôr seu plano em prática após 2 meses na cidade, ele fazia com que os prisioneiros pronunciassem o nome dele. Controlava seus corpos para que se matassem brutalmente, após 3 incidentes assim, o delegado Jeremias decidiu fazer algo a respeito, chamando todos os membros da polícia para uma reunião.
- Como todos aqui sabem, os prisioneiros da nossa prisão se mataram brutalmente, mas sabemos também que da maneira como aconteceu, isso não pode ter ocorrido naturalmente, suspeitamos que alguém está controlando eles antes de suas mortes. – O delegado Jeremias tinha certeza do que falava, e estava certo.
Arius ficou surpreendido por ele ter descoberto o que acontecia na primeira suposição.
- Isso parece ridículo. - Disse uma das pessoas na mesa, um detetive de segunda linha.
- Você acha que sim, mas tenho provas de que isso é verdade.
- Quais?
- Primeiro, todos nós sabemos que os bandidos mais perigosos são mortos ao invés de presos, todos os bandidos presos nessa prisão eram criminosos especializados em roubos ou criminosos pouco perigosos, nenhum estava acostumado a matar. Além disso, as mortes ocorreram exatamente da mesma maneira durante cada um dos 3 dias em que ocorreram, isso nos levaria a pensar que foram planejadas. Ninguém seria idiota o bastante para planejar a própria morte, e se foi planejada sem que os bandidos concordassem, só haveria uma explicação: Controle mental. E como isso ocorreu apenas nessa delegacia, eu poderia
dizer que o criminoso é um dos membros da polícia da Cidade do Mercúrio.
- E qual membro da polícia é o criminoso? – Perguntou Arius, segurando pra não rir, mas fingindo estar muito nervoso, ele ainda estava no corpo de Henrique.
- É muito fácil descobrir.
- Isso é obra de Arius! - Gritou o próprio Arius, tentando impedir Jeremias de terminar a frase, já que ele sabia o que ele ia dizer, ia declarar que os assassinatos foram feitos pela última pessoa que entrou na polícia, Henrique (Arius). Sabia porque podia ler a mente do detetive.
- Quem é Arius? – Jeremias perguntou antes de dizer quem era o assassino.
Arius tomou controle da mente de Jeremias.
- Fui eu. - Disse Jeremias dominado.
- O que? – Todos na mesa perguntaram chocados, incluindo Henrique, falsamente.
- Matei eles sim, e vocês não farão nada para me impedir, eles eram criminosos e não eram necessários para esse mundo. - Dizia Jeremias, sendo controlado.
- Ele deve estar sendo controlado pela mesma pessoa que matou os criminosos. Quem é Arius, Henrique? – O detetive de segunda linha perguntou.
"Maldição, assim vão acabar me descobrindo, vão acabar percebendo que sou eu que estou o controlando, só tenho uma saída" Pensava Arius enquanto anotava coisas em um papel.
- É como se fosse alguma espécie de espírito maligno. – Henrique respondeu.
- Henrique, não fale besteira, fale quem é Arius. - Retrucou um dos policiais. Enquanto ele perguntava, Jeremias se suicidou com pyrocinese, botou fogo no próprio pescoço.
- Por Hiroshi! Jeremias se matou. – Gritou de novo, fingindo surpresa.
Todos começaram a fazer comentários de choque sobre o acontecimento, mas após muita discussão outro policial voltou a perguntar.
- Henrique, quem é Arius?
- Quando eu estava investigando os acontecimentos que ocorreram em Ferrópolis, eu acabei descobrindo que havia uma força sobrenatural que pode invadir a mente das pessoas e controlá-las, com uma condição, mas ainda não descobri que condição é essa.
- Uma condição,o que aconteceu em comum com todas as vítimas? – Um policial esperava que alguém soubesse a resposta.
Ninguém soube responder.
- Vamos começar a investigar, Henrique, como você era general você irá ser o novo delegado. – O mesmo policial deu a idéia.
- Certo. – Concordou.
A reunião terminou sem resultados e cada policial voltou para casa, Jeremias já havia sido enviado para uma autópsia. Arius voltou para sua pensão e, dentro do seu quarto, começou a armar seus novos planos.
"A verdade é que sem o controle mental e o magnetismo, eu sou apenas um humano comum com excelente psicocinese. Não posso permitir que as mortes que ocorrerão durante os próximos meses sejam atribuídas a mim, para isso eu preciso colocar a culpa em outra pessoa, ou até mesmo em um ser lendário. Primeiro para que as pessoas se tornem vulneráveis a mim elas terão que falar meu nome, para isso irei fazer com que todo a população dessa cidade fique sabendo da investigação de uma força chamada Arius, darei total ênfase ao nome, assim as pessoas pronunciarão constantemente o nome e poderão espalhá-lo por toda parte, além disso, poderei controlar suas ações fazendo com que tudo se torne ainda mais fácil para mim. Porém não devo matar todas as pessoas da polícia, já que se todos morrerem e eu continuar vivo, vai estar claro de que sou o verdadeiro culpado. De qualquer jeito, isso vai começar amanhã.
No dia seguinte na delegacia:
- Pessoal, acho que devemos revelar os acontecimentos para a população. – O novo delgado explicava aos outros oficiais, na mesma mesa onde havia ocorrido a reunião do dia anterior, agora apenas os policiais de patente mais alta estavam reunidos.
- Concordo com o delegado. - Disse um deles, todos os outros concordaram também.
- Ótimo, então quero que alguém se disponha a espalhar isso para a população.
- Eu! – O detetive de segunda linha presente no local se disponibilizou.
- Então vá imediatamente, se certifique de que todos saibam o nome da ameaça: Arius.
- Sim senhor. Mas de onde você tirou esse nome?
- Ele me atacou mentalmente e me disse o nome dele, eu consegui sobreviver, mas foi terrível. – O telepata inventou uma desculpa quase convincente.
Sim senhor. - O homem foi embora espalhar as novas para todos.
A reunião continuou, Arius conseguiu fazer com que ninguém descobrisse nada sem ser suspeito até o final. 5 horas depois o policial voltou, dizendo que já havia dito para pessoas o bastante e que a informação iria continua a ser espalhada. Após isso, a reunião terminou e todos foram exercer seus cargos normais, no final do dia, Arius voltou para seu quarto na pensão.
"Eu posso sentir centenas de pessoas à minha mercê, nessa noite, Arius vai ter seu verdadeiro reconhecimento"
Começou a invadir a mente das pessoas adormecidas e a fazer elas matarem todas as pessoas a quem tinham acesso, fazendo elas irem dormir depois, ele fez isso com dezenas de pessoas em dezenas de casas,incluindo na própria pensão onde estava, ele usou a dona da pensão que tinha as chaves de todos os quadros para matar todas as pessoas na pensão, mas quando ela foi matá-lo,ele atravessou o corpo dela com sua espada de policial e ainda fez vários cortes no próprio corpo para simular uma briga. No dia seguinte, na delegacia, houve uma reunião de emergência.
- Ontem à noite, como todos sabem, Arius controlou e matou dezenas de pessoas. Há muitas testemunhas que dizem ter leves lembranças de seus atos brutais sobre controle da criatura e eu mesmo sou testemunha, já que a dona da pensão onde moro tentou me matar. – “Henrique” parecia ter lutado com um leão, de tão machucado.
- Henrique, isso é extremamente grave, temos que descobrir o motivo disso estar acontecendo. - Disse o novo detetive chefe, que havia assumido quando Arius se tornou delegado.
Havia dezenas de pessoas se queixando aos outros policiais fora da sala.
- Sim, mas nós já estamos há um certo tempo tentando isso! Teremos que nos esforçar muito mais. - Arius explicava, fingindo preocupação, ele fingia bem, o que era excelente para ele.
A sala foi invadida por uma multidão desesperada, faziam tantas queixas ao mesmo tempo que não se podia ouvir nenhuma corretamente.
- Por favor, se acalmem. - Alguns soldados tentavam controlar a situação, mas sem sucesso.
“Henrique” decidiu fazer algo para parar com o tumulto, logo todo o povo estava com espadas flutuando perto de seus pescoços, com isso ficaram quietos.
- Então delegado, vai nos matar para nos silenciar? - Perguntou uma das pessoas, revoltada e gritando.
- Não, apenas quero que vocês conversem com calma, nós já sabemos do acontecido e já estamos providenciando algo para resolver o problema. - Arius explicou firmemente.
- Enquanto vocês providenciam, nós estamos morrendo!
- Eu entendo como vocês se sentem, mas nós, militares, estamos correndo o mesmo risco que vocês, há alguém que pode matar as pessoas à distância e todos estamos à mercê dele.
- Vocês precisam fazer algo agora, não sairemos daqui enquanto o culpado não estiver morto.
Quando o homem disse isso, os membros da polícia da sala, excluindo “Henrique”, ficaram cheios de medo.
- Não tem como pegarmos ele tão rápido.
"Se eu entregasse um dos policiais como se fosse Arius, os outros iriam suspeitar mais de alguém na delegacia, a menos que acreditem que faça isso apenas para evitar uma tragédia maior. Mas mesmo que eu fizesse isso eu não poderia mais matar ninguém, senão as pessoas voltariam. A melhor opção seria controlar o corpo de alguém para que esse alguém se entregasse, estaria claro que ele estaria sendo manipulado, mas os outros não diriam nada, pois saberiam que seria ainda seria melhor do que o povo revoltado nos atacar. Nesse caso, uma das pessoas da polícia será com certeza a culpada e irão suspeitar principalmente de mim que sou o chefe, mas se eu mudar de corpo para o corpo de Jetro, um dos detetives, e controlar o corpo de Henrique para que se entregue, ficarei livre"
- Pois vão ter que fazer, mesmo sendo impossível. – O povo estava insano.
- Jetro, por favor me dê alguma idéia sobre como descobrir quem é Arius, estou desesperado. – O assassino simulou tontura por nervosismo.
- Me perdoe, senhor Henrique, mas acho que o senhor é Arius, o Das Extremer. – Jetro tinha essa suspeita e Arius já
previa que ele diria algo assim.
Ele invadiu a mente de Jetro, tomando controle de seu corpo. O corpo de Henrique caiu no chão como se desmaiasse e logo se levantou, agora controlado mentalmente por Jetro (Arius ), aquele não era mais o seu corpo principal. Naquela época, Arius podia controlar vários corpos ao mesmo tempo, mas só poderia estar em um.
- Senhor, me perdoe, eu não queria que isso acontecesse. - Jetro se desculpou para o patrão que havia caído.
- Tudo bem Jetro, eu admito, eu sou Das Extremer. Mas antes de me entregar vou matar todos vocês. - Henrique disse a primeira frase calmamente e a segunda gritando, mas o próprio Jetro atravessou seu coração antes que pudesse fazer qualquer coisa.
- Oh, ele morreu, está tudo bem então, iremos embora e só voltaremos se as mortes voltarem a ocorrer. - O cidadãos acreditaram no que viram, então foram embora.
- Henrique realmente era Arius, que trágico. - Disse Jetro com um olhar decepcionado, ele estava furioso por ter tido que perder seu corpo perfeito.
- Um ex-general que mata o próprio povo, isso sem dúvidas é uma das piores coisas imagináveis para um país.
- Ele havia voltado de Ferrópolis dizendo que alguém havia matado todos os moradores e logo em seguida abdicou do cargo de general, sumindo por meses fora dos antigos domínios. Certamente estava procurando alguma coisa muito importante, possivelmente uma fonte de poder, após encontrar, ele voltou e obteve um trabalho aqui na polícia, onde ele poderia testar as habilidades que obteve durante sua busca. Durante o tempo que ele passou na cidade do Cobre, ele teve uma vida estável, conseguia aprisionar bandidos com facilidade e precisão, ele sumiu após alguns meses no Cobre e depois veio para cá. - Um dos detetives, James, explicou com precisão.
- Quem será o novo delegado? – Perguntou Merry, que era o melhor detetive do local.
- Devemos fazer uma votação. – Disse outro policial, R, ele tinha esse pseudônimo, pois seu nome original era Richarlison e ele não gostava.
- Eu voto no Merry, quem concorda? – Disse James.
Todos os policias levantaram a mão.
- Mas parceiros, eu não daria conta de um cargo tão importante.
- Há 2 anos atrás você resolveu 20 casos em 2 semanas , você tem totais condições de ser o delegado.
- Não fui capaz de descobrir que Henrique era Arius, além disso, faz tempo que ocorreu o estranho massacre em Ferrópolis em que apenas Henrique sobreviveu, a partir do momento em que ficamos sabemos do acontecimento, 10 dias após o ocorrido, deveríamos ter começado a investigar. Mas todos receberam ordens para deixar isso nas mãos da polícia do Cobre. Apesar de ser difícil para nós que somos de longe investigarmos algo que ocorreu na Ferrópolis, que agora é uma cidade fantasma, se nós tivéssemos começado a investigar desde cedo, poderíamos ter descoberto e evitado as mortes de ontem. – Merry explicou, tristemente.
- Não importa, nós te escolhemos como novo delegado e não há como você recusar. - Advertiu James, apoiado pelos outros.
- Realmente, então já que sou o novo delegado, prometo que irei dar meu melhor e impedir a criminalidade por aqui.
À partir desse dia, Merry passou a ser delegado do Mercúrio. Arius passou a viver a vida de Jetro, às vezes ele induzia pessoas a matar as outras, mas disfarçava tão bem que a polícia nem chegava a pensar que era Arius. Apenas Merry, o mais inteligente de todos, suspeitava que Arius/Henrique ainda estivesse vivo e que ele controlava os criminosos, mas as suspeitas eram fracas, ele havia visto o homem morrer diante de seus olhos, mas julgando que ele tinha a capacidade de entrar em mentes, não seria difícil pensar que ele estaria em outro corpo, nesse casso, alguém próximo.
“Jetro” fazia com que as pessoas pronunciassem seu nome por meio de superstições, ele convencia pessoas de mente fraca de que dizer a frase: “Nactu Arius No Link Kinesis“, poderia melhorar sua telecinesia. Após eles dizerem o nome, tinham as memórias sobre o acontecimento (a conversa com Jetro) apagadas e eram forçadas a cometer crimes a qualquer hora que ele desejasse. Levando em conta que o “policial” tinha vários amigos que confiavam nele, era fácil convencê-los a acreditar nessas tolices e a se condenarem,
Um dia, após 2 anos vivendo na cidade do Mercúrio, Arius viu um rosto familiar entrar pela delegacia.
- Sou o general Felipe, prazer em conhecê-lo, delegado Merry.
- O prazer é todo meu, general.
- A traição de Henrique foi um fato devastador para toda a nação, mas eu andei investigando e cheguei a uma simples conclusão de que o verdadeiro culpado não está morto e nem era Henrique. – Felipe mostrava ter certeza. Jetro não estava na sala.
- Você quer dizer que Arius não morreu?
- Ele está vivo, Suira ao contrário é um humano extra-sensitivo que tem a capacidade de entrar na mente das pessoas que pronunciam seu nome, ele, de alguma maneira, conseguiu confrontar Henrique e tomar seu corpo. Além de conseguir o corpo, ele conseguiu as habilidades de Henrique e matou toda a população de Ferrópolis, indo para o Cobre em seguida e me passando o cargo de general para ter mais tempo para suas atividades. Quando Henrique foi descoberto, um policial o matou, como ele pode mudar de corpo, tenho certeza de que Jetro é o novo corpo de Suira, pois apenas ele saberia a hora certa para matar Henrique. – Felipe terminou de explicar, ele já havia pedido informações sobre a delegacia da Cidade do Mercúrio, à distância, e já sabia que quem matou o ex-general foi Jetro, o que garantia a conclusão de sua investigação.
- Jetro, Jetro é o criminoso? – O delegado perguntou em voz baixa, agora sabia por que Felipe havia pedido informações detalhadas sobre os policiais e o acontecimento que ocasionou na morte de Henrique.
Jetro ouviu de fora da sala e tentou fugir, os outros policiais tentaram detê-lo, mas foram nocauteados à socos de psicocinese, que o criminoso sabia de maneira anormal. Já não era tão fácil para Arius, não sem o corpo incrível de Henrique.
Ouvindo a barulheira, Felipe e Merry correram para fora da sala, só viram Jetro fugindo, perseguido por 3 policias. Os 2 foram atrás deles, percebendo que os subordinados não seriam capazes de pegá-lo.
- Eu posso pegá-lo com facilidade! - Afirmou Felipe enquanto corria.
- Então faça isso. – Merry confiou no general.
Felipe parou de correr e criou um portão de teletransporte no tempo-espaço para poder se mover instantaneamente, ele entrou e saiu, foi transportado para frente de Jetro, dando um soco
diretamente em seu rosto, fazendo ele cair no chão.
- Merda, Felipe, por que tem que ser tão incômodo?
- Está preso, Suira, por mais de quinhentos assassinatos em série. - Felipe tentou enfiar uma espada na cabeça de Arius. Mas Arius fez a espada voar para longe com a telecinese.
- Você ainda tem o magnetismo?
- Sim. – Ele mentiu.
- Os 3 outros policiais e Merry tentaram agarrar Arius, e conseguiram, deixando ele imobilizado.
- Sua vida de crimes acaba aqui. – Felipe disse enquanto esmagava o inimigo com uma grande quantidade de energia, mas a espada que havia sido lançada penetrou em seu corpo e ele caiu no chão inconsciente antes que Arius morresse, embora ele já estivesse agonizando em um estado irrevesível, já que a energia de Felipe era muito poderosa.
- Ele matou o general, temos que matá-lo o mais rápido possível. - Merry disse, desesperado, enfiando a espada no peito de Arius, para matá-lo.
A espada voou do corpo de Felipe e atacou todos os outros policiais no local, exceto Merry, antes que pudessem matar o general, eram bons policiais, conseguiram permanecer sem danos e conseguiram destuir o corpo do criminoso.
- Maldito, o que está fazendo? – Merry estava preso dentro da própria mente com Arius, mas não pôde falar mais nada, pois foi morto por uma pedra gigantesca.
- Todos mortos, preciso ir embora desse país o mais cedo possível. – Merry pensou, enquanto todos os outros policiais morreram, destruídos mentalmente, afinal, já tinha falado o nome “Arius” dezenas de vezes. Arius já estava em seu corpo a essa altura, ele foi embora, sumindo pelo mundo pelos anos seguintes, conseguiu vários seguidores pelos locais por onde passava e continuou conseguindo matar várias pessoas mentalmente. Felipe morreu, teria dedicado sua vida a caçar o criminoso, mas deixou o fardo para seu filho, Rafael, que conseguiu ser general do outro continente, anos após a morte do pai. Arius ficou conhecido como o Das Extremer, que em uma língua antiga de Umi, significava "O pior", originalmente esse nome só era usado por alguns policiais, mas após descobrirem o efeito de pronunciar seu nome, só poderiam se referir a ele assim.
Deu problemas em todo o mundo, engravidou uma terrível mafiosa de Sogen para que desse a luz a uma criança superior e cruel, matou o general de Houkaiser e deixou o continente nas mãos de um homem de sua confiança, encontrou parentes que também fossem do clã Drachen, conseguiu invadir a barreira em Magnekure e erguer um membro do clã Drachen lá, além de ter controlado dezenas de escolas e laboratórios por todo o mundo e ter criado uma legião de criminosos de elite em Tsuchin. Após a derrota de Felipe.
Sem dúvidas, o maior feito de Arius foi quando obteve a capacidade de ler os pensamentos dos Tenshikyus, foi a partir desse momento que ele decidiu que iria evoluir até ter a capacidade de matar todos eles e tomar o lugar de Kinesis, o lugar de um deus, reinando soberano sobre toda a humanidade mortal.
Kinesis conseguiu bloquear as mentes dos Tenshikyus, impedindo que Arius continuasse as lendo, mas a essa altura o inimigo já sabia demais e seria a maior ameaça para o legado dos “anjos” ceifadores. O líder dos Tenshikyus decidiu que iria escolher uma pessoa, treiná-la e ajudá-la, para matar Arius, essa pessoa precisaria ser alguém de grande talento, que receberia habilidades que só os Tenshikyus tinham, e assim, poderia matar o “Das Extremer”.
A procinese foi aplicada por ele para controlar todas as suas “finanças” pelo mundo, ele foi passou um longo tempo pesquisando sobre a origem do mundo, e acabou comprovando a autenticidade de um antigo mito que explicava a origem da humanidade e do clã Drachen. Geralmente, não matava pessoas mentalmente rapidamente, as torturava bastante antes, era um homem muito mau, não sendo um bom exemplo para as crianças. Seus seguidores estavam reunidos principalmente em Houkaiser, onde ele conseguiu possuir o general, e após uma selvagem luta mental, ele tomou o controle do homem e o fez passar o trono para um de seus seguidores mais fiéis, e para alguém que pode ler mentes, não é difícil saber quem é fiel. Ele escreveu um livro anti-religioso apócrifo que foi publicado por outro de seus seguidores infiltrados nas forças armadas de Tsuchin, que passou a ser seu continente favorito, pois a polícia de lá não era tão eficiente quanto a de Umi, coisa que Rafael Frujeri explicava em sua auto-biografia:
“Se a polícia de Tsuchin está ineficaz do modo que está, a culpa é do antigo General Jason Kraken, que trouxe para as nossas queridas forças armadas centenas de pessoas despraparadas e sem treino que estão aí até hoje. A constituição impede que eu despeça essa legião de incapazes que contaminam nossa segurança, coisa que nem eu posso fazer, uma vez que esteja nas 3 leis imutáveis de Tsuchin, que estão lá e não podem ser mudadas sob nenhuma condição. Isso nos obriga a contratar novos TKs militares que sejam melhores, mas isso faz com que haja muitos policiais se somarmos os novos com os antigos da época de Jason, assim, temos que diminuir o salário deles, pois não temos condições de pagar todos bem, e esse é o grande problema. Com salários baixos em uma profissão tão perigosa, os TKs realmente capacitados não estão mais querendo ser policiais, e preferem seguir outras profissões, como professores ou cientistas, e se os bons TKs não querem ser policiais, não temos condições de conseguir bons policiais, só restando treinar os oficiais sem talento que temos e os poucos realmente bons.”
Mas o livro de Arius era uma obra bastante interessante, que tanto Dante, quanto Rafael leram, apesar de não ter sido um livro bem difundido. Era uma espécie de obra de ódio e discriminação, essa obra citava os Kinezistas, seguidores do Kinezismo, a religião que adorava Harudo Kinesis, como vermes que precisam ser eliminados. Ele contava a história do General Kinesis, e explicava porque aquele homem havia sido um grande problema para a humanidade, relacionando o Kinezismo ao extermínio dos povos, e exaltando Drachen como um messias que salvou o mundo daquela religião suja, cruel e idólatra. Levando em conta que os Kinezistas procuraram preservar sua religião, Arius, sob o pseudônimo de “Servo de Drachen”, incitou em seu livro que todos exterminassem aquela praga Kinezista, que traria o mundo de volta à ignorância e selvageria, como na época brutal do general Kinesis. Sem falar que negava com força a lenda dos Tenshikyus, que, embora pouco conhecida, era acreditada por vários pessoas em várias partes do mundo.
Muitas pessoas queriam seguí-lo sem ter que levar lavagem cerebral, suas idéias eram brilhantes, ele podia persuadir pessoas com extrema facilidade, havia uma pequena seita chamada Igreja Ariana, formada por seus principais seguidores e fãs, havia apenas 10 membros nessa igreja, já que Arius não permitia que qualquer um entrasse no grupo, que era reservado para a “elite”. Victor foi o último principal membro da seita, já que muitos líderes morreram com o cargo, que os obrigava a fazer muitas coisas perigosas. O líder era responsável pelas reuniões, que geralmente eram feitas por projeção astral, Arius conseguia fazer as pessoas com mente sob seu controle usarem projeção astral, dom que ele podia dar de presente, embora nessas projeções, elas não pudessem fazer nada além de ouvir, falar e ver. Mas à medida que os anos passaram, essa seita foi ficando cada vez maior, chegando às centenas de membros, sem levar mais em conta a “reserva para a elite”.
“- Vocês, Tenshikyus, pensam que são deuses, mas diante de mim, vocês não seriam nada além de fantasmas condenados, diante do poder infinito que um Drachen carrega.“
Essas foram as últimas palavras de Arius Drachen para os Tenshikyus.
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