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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Liberdade Acima de Tudo?

Começar esse texto, e fazê-lo animado, é algo complicado para mim. Com algo sobre comédia, ou qualquer outra forma de entrete-los de acordo com o que o blog exige.
Pois então, imagine uma história. Nela, há 3 personagens principais: Ana, Júlio e Luana. Só não os nomeio com números, pois isso irá confundir.
Comecemos então, com o que me levou a escrever esse texto. Ana, uma garota alegre, mas muito religiosa, religiosa o bastante para criticar qualquer Ateu que encontrar na rua, encontra Júlio. Não, não é aquela historinha de contos de fadas, em que os dois se apaixonam, mas há outra garota, (que no caso imaginaríamos por Luana) que impede que essa relação aconteça, porém os dois lutam e ficam felizes. Na verdade, a história é bem mais complicada aqui.
Ana, como aquela garotinha, com poucos conhecidos, mas quem a conhece não consegue deixar de fazer amizade, começou a se gabar por conta dessa facilidade em fazer amigos. Júlio, no entanto, é aquele garoto com muitos amigos, com uma superpopularidade na cidade, e que não dá valor a nenhum, afinal, ele é ele, o resto é resto. Sua mente, aquela cabecinha oca que nada pode haver além de "pegar meninas e ser o melhor", pensava em ter uma liberdade condicional. Popularidade é igual à liberdade. Quanto mais amigos, mais liberdade ele teria.
Claro, Júlio não conhecia Ana, mas Ana conhecia Julio. Não que os dois conversassem muito. Muito pelo contrário. Na realidade, eles nunca conversaram. Mas ela o conhecia, por ser amigo de um primo. De cidades diferentes, cada um segue o seu caminho. Cada um com seu objetivo, cada um com sua mente.
Ana, sempre e sempre com um sorriso no rosto, por mais que ela queira, não consegue sair. Por mais que ela tente... por mais que ela insista. Um grande desafio esse: Sair de casa com a permissão dos pais. Com ou sem, sem ou com, nenhum jeito ela conseguia. Talvez tenha sido isso que a tenha feito poucas amizades. Evangélica, pais fanáticos, nunca pôde questionar nada. Mas ela não duvidava, também. Talvez, dúvidas, ela possa esclarecer na igreja. Talvez possa perguntar o porquê de não poder fazer coisas que os amigos podem. Mas, pensava ela que todas as igrejas, de qualquer jeito, acreditar em Deus, teria de haver alguma regra a se seguir. Ela não conseguiria se comandar. Seguir ela mesma o próprio caminho, ser alguém, independentemente do que os pais, avós, tios e tias são. Com se ela conseguisse ir além do portão de casa para a escola, e vice-versa.
Júlio, contudo, sempre foi aquele rapaz "livre" ( algumas opiniões a parte que dizem o contrário não serão apresentadas aqui, para não prolongar mais ainda essa suposta história). Aquele rapaz que nunca teve limites. Aquele que não deixa de fazer nada, sempre que pode, ir em baladas, ficar o dia todo fora de casa, sem se preocupar com os pais, ou qualquer outra pessoa. É ele e o mundo (mais ele que o mundo, é claro).
Supondo que, alguém que merece destaque, entre nessa história. Luana, cujo nome não fora ainda pronunciado (no caso escrito), seria uma parte importante de tudo isso. Aquela que, um dia já foi uma Ana, mas quando mudou, mudou tudo. Mudou de vida. Virou aquela garota sem religião, aquela que se perdeu na adolescência, aquela que, em muitos casos, não tem mais como voltar ao passado para se arrepender e não fazer nada. Aquela, cujo os pais foram tão religiosos e impediram que ela fizesse várias coisas, se viram como ninguem no momento em que ela vê como é realmente a vida. Em estado, quase completo, de loucura, ela tenta se salvar, salvar sua dignidade, salvar seu espírito. Saindo mais, abandonando a família, entra num caminho viciante, e ao mesmo tempo, muito perigoso, o qual pode não ter uma volta a vida normal. Começa a se envolver com aquele tipo de pessoa, típico de confusão na certa, começa a experimentar de tudo. Cigarro, bebidas, sexo, drogas, chegando em casa na madrugada para descansar e sair assim que acordar. Os pais, sem saber o que fazer quanto à ela, tentam uma reabilitação. Como podem imaginar, não deu certo. Ela já estava perdida. Nem anos de tratamento conseguiriam por um fim nisso. Um vício mortal, esse. Não conseguir parar, não poder abdicar de tudo isso, não poder nem ao menos voltar à sua vida. E, sim, chega a vez dela. A morte sempre vem ao encontro, nós só temos que nos prevenir, mas mesmo assim, de um modo ou de outro, ninguem está livre desse tormento.
Então, pergunto eu, para que temer a morte?
Talvez para aproveitar cada vez mais a vida? Ou para não fazermos coisas que podem nos arriscar demais? Quem sabe.
O caso é que, sem escolhas, a menina, perdida num mundo sombrio, nem ao menos com condições de mudar tudo, viveu até o fim na clinica. Morreu meses depois de descobrir que havia pego AIDS.
E a Ana? E o Júlio? Simples, são sombras do que poderia ter sido Luana. Uma garota doce, mas com a vontade de se jogar de braços abertos ao mundo. Quando conseguiu essa sua liberdade, se envolveu demais. Uma garota assim, teria ela condições de escolher algo melhor?
Sim, ela teria. Teria como escolher continuar seus estudos, continuar tudo o que ela queria construir. Continuar a viver? Talvez, a morte é inesperada.
Muitas, como Luana, estão por aí, e sofrem aquele mero preconceito, como sempre. Isso não vai mudar. O homem é assim, tem seu senso crítico afiado. Não perderá uma chance de fazer brincadeiras de mal gosto, com qualquer um que passe pela rua. Todos têm seus defeitos, e esses maldosos sempre o encontram.
A base de tudo foi a liberdade conquistada, e a arruinada. Ana, pode conseguir sua liberdade quando quiser, é só saber usa-la. Júlio? Bom, Júlio terá que aprender todas as regras da vida. Cumpri-las ou não, será decisão dele. A liberdade é o que define o homem, a ética, a moral, tudo o que gira em torno de seus valores, vão ajuda-los a construir sua vida.

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